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Do abismo que é sentir

  • 24 de nov. de 2015
  • 2 min de leitura

Hoje eu resolvi falar, escancarar e dizer que talvez eu nunca aprenda.

lembra do dia em que me conheceu? Eu te pedi que mante-se distancia, mas acontece que no final a gente sempre vai fazer tudo errado, e eu escutei você chorando noite adentro


Eu resolvi bater na porta do céu, tentei fazer perguntas que jamais encontraríamos respostas, se eu pudesse eu iria pra qualquer lugar só pra fugir, mas algum dia a gente cansa de fugir e implora por uma luz que nos guie. No final das contas estamos presos por ser quem somos. E ser quem é pode ser um fardo ou uma alegria.


Das inúmeras vezes que eu tentei ser uma boa filha, uma boa irmã, uma boa amiga,uma boa amante eu falhei e talvez eu sempre vou falhar, ninguém sabe o caminho da cidade perdida e nem da perfeição e um dia saberei se eu signifiquei alguma coisa nesse mundo.


E por mais perdida que eu esteja eu sempre vou ser a menina que canta Over The Rainbow bem baixinho antes de dormir, eu sempre vou ser a menina insegura, impulsiva e que de um jeito ou de outro vai tentar ajudar quem ta precisando, mas que sempre vai ser quem é que que muitas das vezes delibera em silencio, que se perde o tempo todo, que perde batalhas que cai mas procura forças pra não desistir.


Da menina que cansou de manter a pose que chora quando da vontade, que da risada quando quer e que sente aquilo que quer sentir.


Que sabe que sentir é um verdadeiro abismo, mas que sentir é tão essencial quanto ter oxigênio nos pulmões. A vida é fugaz, é efêmera faça o que der na telha, erre, acerte mas não esqueça de viver.


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