Carta para minha mãe
- 17 de nov. de 2016
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Mãe,
Decidi criar um blog e sinto que tenho que tenho o dever de estreá-lo falando de você. Na verdade, mãe, vou falar para você.
Sabe, devia ter lhe dado ouvidos. Devia ter dado meia-volta, ré, corrido. Agora me encontro no buraco. Você me avisou e eu sei.
Sei que ele não me merece. Sei que no meio de tanto cavalheirismo tem manipulação. Porque o psicológico é tão complexo? Mãe, você me criou para governar, como pude ser tão fraca? Ingênua em pensar que iria seria feliz, que daria certo. Estava na cara que ia dar ruim, né? Ao menos eu tentei (e vamos fingir que valeu a pena), mas não merecia passar por metade das coisas que passei.
Esse semestre está complicado. Tudo parece ser um fardo horrível de se carregar. Se ao menos tivesse 1/3 da paz de espírito que você tem quem sabe me meteria menos em confusão.
Mãe, você acredita em signos? Porque eu não sei se prefiro branco ou preto, se como ou bebo, se vou de shorts ou calça. Sou libriana, movida a paixões e amores impossíveis. Sou sua filha indecisa.
Tão indecisa que mesmo após tudo isso,não sabe se continua com a cabeça nele ou vai viver a vida.
Mas dessa vez eu larguei mão de vez. Quem sabe assim as coisas melhoram e sei lá, você sabe. Olha, me deu até vontade de assistir aquele filme que andou comentando pra gente fazer aquela análise....

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