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Já imprimi teu mapa astral no meu.

  • 18 de dez. de 2016
  • 2 min de leitura

Me apresentou os signos e teve paciência de agüentar cada crise de choro. Taurina, gosta de uma festa como ninguém desde que tenha algum lugar para sentar e conversar. Tem o melhor sorriso do mundo e é impossível não se apaixonar quando canta no karaokê improvisado na sua sala de estar. Ela toca violão do mesmo jeito que me conquistou: devagar e sorrindo.


Gosta do meu brigadeiro e reclama quando coloco Amarula demais. E na hora de dividir os fones, sempre ficava com o solo de Guitarra em “R U mine?”. Quando foi embora, descobri que íamos à Paulista mais do que ao cursinho. Ela é a minha maior saudade.


Me fez ir até Itaquera por um show gratuito da Maria Gadú mesmo sabendo que um mês depois veríamos a mesma em Pinheiros, 20 minutos de casa. E me fez esquecer do meu celular quebrado porquê dançamos Shimbalaiê na chuva, fizemos um lençol de guarda-chuva e as 21 hs, totalmente molhadas e felizes estávamos naquele terminal do lado oposto de São Paulo comendo batata e falando da vida. Pessoas iam e vinham, passavam por nós e mudavam nosso pequeno mundo. Mas ninguém teve a coragem de separar.


Quando foi embora, só conseguia lembrar dela dizendo que ia ficar tudo bem. E estava certa. O sol continuou brilhando lá fora e as noites foram as mesmas. O vento continuava batendo na cortina do trabalho me obrigando a ir fechar e sei que se sair de casa às 7 da manhã, não adianta chorar, pegarei trânsito na BR. Mas hoje, entendo essa solidão de ser só dois.


A amizade e o amor andam de mãos dadas. Esses, caso se separam, acabam. Tenho a sorte de ter um laço forte e sincero. A sorte de ter alguém que torce por mim à 7 mil e 302 quilômetros de distância. A sorte de poder contar e confiar em alguém que vale a pena passar por tudo.


Tenho a sorte de ter Ela.



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