A poesia das coisas
- 19 de dez. de 2016
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Mente vazia Oficina do poeta Que em cada canto de si acomoda Mais nova paranoia Passível de rima Ou não Roda as engrenagens Da última obsessão latente Atende Escreve em acesso de fúria até que caia no papel a última gota turva da imaginação Fantástica Ou não Acaba, porque tudo acaba Mas, em frente A acomodação prontamente recomeça diante da vida Que a poesia vive dentro das coisas querendo sair Basta uma fila de espera Papéis aos montes Dois ou três copos descartáveis de café Usados Sobrepostos no balcão E a forma engraçada como as coisas se empilham

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