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Ser útil ou ser amado?

  • 6 de jan. de 2017
  • 1 min de leitura

Pense na pessoa ao seu lado e pergunte se está amando. Mas de verdade. Pergunte se ainda vale a pena, pergunte se está acomodado. Admito que larguei meu último relacionamento por estar se tornando útil. Pessoas não podem ter utilidades. Estranho é entender como o amor e a acomodação andam juntas e de mãos dadas.


Começa no novo e termina na mesmice. E nesse nada anda nada acontece, acaba. Só falta admitir. Só falta aceitar. "É só uma fase e logo passa", entendo. Só uma fase, mas de seis meses? Um ano? Até quando?


E é por isso que larguei. E não me arrependo. Foram momentos ótimos que lembrarei com carinho. Momentos de amor, não de comodidade. Foi bem melhor assim e é bom saber que estamos felizes. Separados.


Lindo mesmo é estar segura de si. Sem se importar com o que irão ou não falar, se irão ou não julgar. É se jogar, sem pensar, ver no que vai dar. É se libertar, ter a certeza de que está fazendo o que ama. Se entregar. Porque de utilidade, espero de coisas. De pessoas, espero o amor.

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