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Porque amor não é bagunça.

  • 15 de jan. de 2017
  • 1 min de leitura

Lygia Fagundes citou que o amor é uma bolha de sabão. Leve, tranqüila e instável. As bolhas seguem o vento e vagam como o cigarro que você costuma fumar. A fumaça leva embora o que você quer esconder e não consegue. Leva a ansiedade que te consome e a vergonha que está sentindo ao saber que ela descobriu que na verdade, a bolha estourou e só resta agora limpar onde caiu.



Mas durma, pois amanhã é um novo dia e talvez você tenha a chance de conquistá-la de novo. Você não tem culpa das decepções amorosas dela, mas sabe que ao conhecê-la ganhou de brinde uma mulher que não aceita mais brincadeiras de homens. Os livros já disseram que companhia boa é aquela que te traz tranqüilidade. Você trouxe?



Porque ela valoriza cada gole de cerveja que toma com você, cada trago e cada sorriso torto tirado. De tanto se preocupar com as aparências percebeu que o mundo não gira em torno de uma boa roupa, mas de histórias pra contar. Ela gosta das suas tatuagens, mesmo alegando fielmente que são trash e que nunca faria uma igual. Ela é vinho, você é whisky. Ela é muito mais do que você pode agüentar, mas gosta tanto do jeito que você leva a vida que larga tudo por você. Você largou?



Ela é única do cabelo ao pé, sei que notou. Não lê os mesmos livros, não fala das mesmas coisas, não segue o mesmo padrão. E não vai estar ao seu lado se não mostrar que é capaz.

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