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Tem café na térmica, indecisão também.

  • 13 de jun. de 2017
  • 2 min de leitura


Era daquelas pessoas que aparecem na sua vida com uma música nova e uma garrafa térmica de café sem açúcar. E que te faz passar por todas as fases de um relacionamento em um mês. Que te joga pro alto como quem tem a certeza de nunca mais te deixar cair. Mas deixou. E que agora, do chão, escrevo.


Exagero da minha parte me ver como destruída, pois se estou respirando e pensando na balada desse final de semana prolongado significa que continuo nas minhas noites sem fim, nas minhas leituras cotidianas atropeladas pela minha sede de sempre querer mais e se frustrar depois por não conseguir acompanhar o fluxo de informações que insistem em permear em minha mente enquanto vago entre minhas obrigações e luxos que meu dinheiro não permite comprar. Doar meus dias entre barra funda e conhaque com limão com você é um exemplo.


Talvez a evolução pessoal seja se aceitar como és, não procurar alguém que te faça feliz apenas por não estar sozinho. Talvez a solidão não deva ser tratada como algo ruim e sim uma etapa necessária para saber quem você é. Para saber o que você realmente quer. Para parar um pouco e voltar a ser você, com aquelas mesmas qualidades e talvez com (quem sabe) alguns defeitos a menos.


Porque existem pessoas que passam pela nossa vida e decidem ficar para sempre. E existem outras com garrafas térmicas de café que não conseguem ficar sozinhas e usam os outros usando como justificativa o tempo presente.


Já fui a garota da garrafa térmica. Hoje, jurei de alma não parar em lugar algum. Mas parei.

E meu porto andou sozinho.

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