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Talvez assim seja o amor.

  • 16 de jun. de 2017
  • 1 min de leitura

Mulher, que acostumada a ser livre, se vê agora de mãos dadas. E mesmo achando fantástica essa sensação de complementar alguém, se joga no abismo da dúvida e da insegurança, assustada em recomeçar. Mulher, que acostumada a não estar com ninguém, tenta entender o transbordar.


É aquela sensação do frio da barriga, da vontade do abraço. E que te envolve de formas tão complexas que aos poucos a única coisa que importa é o entrelaçar de mãos, as maratonas de filmes, as conversas indecifráveis que apenas vocês entendem. O infinito particular, intenso demais para se deixar ir embora. Não vá embora.


Apaixonar-se por observar antes mesmo da intenção do toque. Entender as nuances, o jeito em que passa a mão nos cabelos quando fica nervosa e abaixa a cabeça lentamente quando está com vergonha. É sem querer sair combinando, pegar as mesmas gírias e aprender novamente o significado de respeito, empatia. Companheirismo. Fica.


Aos poucos, começa achar nexo nas músicas de Jorge Vercillo. Escuta Vance Joy e sente que “Georgia” foi feito pra vocês. Aos poucos, o que veio de mansinho decide permanecer. Decide passar uma vida com você.


É aprender a voar de mãos dadas.


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