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E eu não fiquei triste não.

  • 1 de set. de 2017
  • 1 min de leitura




Sentei no sofá para reclamar do programa que passava depois que ela se foi. E as malas foram junto. Meu ar? Um pouco, caso queiram saber. Mas mesmo assim, sentei no sofá na esperança de ver minha vida com ela. Foi linda, mas acabou.



E eu não fiquei triste não.



Vi o vento bater em minha nuca, os pássaros cantando naquela praça em que ninguém vai. Sentei no banco em frente aquela hamburgueria gourmet na Vila Madalena e acendi um cigarro. Me despedir foi difícil, mas foi preciso. Não fumei, deixei o vento levar como você fazia.



Sei que do outro lado, você está feliz também.



E quando mudei de cidade, vi que a decisão que tomamos foi a certa. As vezes, acordo assustada e o peito dói por não ter seu abraço. Hoje, a noite me nina, o café me acorda, a cerveja embala as conversas despretenciosas na porta de um bar qualquer. Você... eu nunca vou esquecer. Mas que bom que somos dois, andando separados em busca dos nossos sonhos tão grandes que mereciam carreira solo. Merecem. E agora, temos.



Mas fui trabalhar com aquela angústia, e não era meu primeiro dia. Tentei criar algum artigo e não consegui, mas escrevo a anos. Às vezes as despedidas nos travam.




Mas valem a pena. Hoje, sei que uma nova fase não mata ninguém não. E de degrau em degrau, reconstruo meu novo eu.


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