Venha como estas
- 12 de set. de 2017
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In the name of Love - Kari Jobe
O piano estava tocando no apartamento ao lado, eu estava sentada apoiada sobre a parede do meu quarto no escuro da noite. Naquele momento eu gostaria de dizer tantas coisas, mas existem coisas que a gente só consegue sentir e esperamos que em algum momento alguém possa sentir e entender. Eu vim aqui discorrer essas palavras, vim como eu estava para tentar traduzir de alguma forma o que por tanto tempo eu vim sentindo.
Por muito tempo eu vejo as pessoas apenas vivendo, com tanta informação, tanta diversidade, tanto discurso vazio. Se por um lado é sobre o quanto de dinheiro conseguimos fazer ou a quantidade de diplomas que temos ou até quantas fotos tiramos para mostrar tudo aquilo para pessoas que nem nossos amigos são. Por outro lado sabemos no fundo não temos como fugir da nossa porção de dor e sofrimento e passamos a maior parte do tempo nos sentindo vazios e sozinhos.
Me perguntaram dia desses : se você estivesse nos seus últimos minutos de vida? Como você gostaria de passá-los?
Muito provavelmente não seria as suas transações bancarias que passariam na sua cabeça, nem sua orientação sexual ou religião? O que valeria a pena teriam sido as pessoas que tocaram a sua vida, ou a maneira como você tocou a delas.
E o que realmente teria construído sua vida teriam sido suas escolhas. É difícil eu sei! Se por um lado nós temos a liberdade de escolher, por outro nós pagamos o preço de arcar com as consequências dessas escolhas. .
Enquanto o piano continuava tocando, eu percebi que as nossas escolhas são sim nossas paixões. Assim como quando a gente escolhe tocar certas notas e reproduzir determinadas melodias. São os caminhos que escolhemos para trilhar a nossa própria música.
Quem a gente escolhe amar, quem a gente escolhe ajudar, perdoar, ou até as coisas das quais a gente escolhe fechar os olhos. São as verdades que a gente decide contar, ainda que seja difícil, são os conflitos que a gente tenta lidar e as batalhas que escolhemos lutar.
É instinto, nós lutamos e muitas vezes perdemos, perdemos batalhas com nós mesmos, perdemos batalhas com nosso orgulho.São as coisas das quais escolhemos acreditar,não importa, quantos fatos e provas é sobre acreditar de olhos fechados.
O piano não estava mais sendo tocado, e o silêncio invadia meu quarto. Estava para amanhecer e eu olhava a cidade toda se movimentando por fora da minha janela e eu estava ali encarando a beleza do céu como uma criança que nunca viu um amanhecer.
Por que a beleza da vida está em manter essa nossa capacidade de se maravilhar com as coisas simples e extraordinárias. E depois de tanto tempo andando em círculos eu descobri Deus da minha maneira e como confiar nele.
Eu descobri que o amor é a única revolução que deve acontecer dentro de nós e a única coisa que realmente vai valer a pena. O amor em todas as suas formas abstratas e eu vim como estava, em pedaços, cansada de tantas esperanças criadas. Eu vim para aprender amar.

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