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E aquela música dos Novos Baianos..

  • 28 de set. de 2017
  • 1 min de leitura

Eram 7 horas da manha eu ainda estava revirando na cama, escutei os pardais de algum canto da cidade cantando. Não sei se estava pronta para começar outro dia, mas senti que deveria ficar ali mais um tempo. Evitei de olhar no celular porque aquele é meu momento de abrir e fechar os olhos e pensar naquilo que eu bem quero pensar. É um daqueles momentos que a gente se sente um estranho no mundo, juntando os remendos, as lembranças, quem veio, quem foi, os beijos as manias e o cheiro do café depois do almoço.


Quem eu sou? Bem mais que uma descrição do meu instagram. Como eu me sinto? Bem mais do que todas as roupas que eu visto. Eu não preciso mostrar tudo, até porque assim como você eu ainda to tentando me entender. O que acredito? Bem mais que meus posts no feed do Facebook.


Mas acorda, mulher! E veja como o sol ainda brilha lá fora. Que seus textos sobre supermercados não serão feitos sozinhos se sua essência ainda não estiver lá. Que a noite o André toca no Mestrado e que talvez, depois de tanto sufoco nas vidas passadas, ao menos hoje, estaremos felizes.


E que de snap em snap aprendemos a ser gaúche na vida. E que é normal pedir salada no bar, rir da desgraça alheia e ler revistas millennials enquanto a aula rola e você não quer saber, mas que depois com garra e determinação, corre atrás.


E corra mesmo, para todos saberem que somos como a musica dos novos baianos: seguindo mostrando como sou, sendo como posso.

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