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O ombro dela feito poesia

  • 28 de set. de 2017
  • 1 min de leitura


Insistiam em perguntar se ela não sentia falta dele ou quem sabe a falta de ter alguém por perto.

Ela olhava pra baixo sorria confortavelmente e dizia que não.

Dizia que bom mesmo erá estar livre pra ser quem ela queria ser, livre pra descobrir

o prazer da sua solidão, o prazer de amar só por amar

Rindo e chorando, solidão que nada, ela tinha as mil e umas curvas da vida, as curvas dos sorrisos que ela arrancava por ai. Estava bem acompanhada de seus planos e as aventuras da estrada.

Levava de um jeito singular seus dias com suas asas ela caminhava de boa esperando a hora de voar.

Ela tem com ela todo o tempo do mundo, mas não tem um minuto pra perder com amores fracos, ou pessoas levianas, de leviano ela só queria ter a alegria do coração.

Saudade? saudade ela tem, porque meu bem saudade não é solidão, saudade é querer bem.

Pra ela ta tudo bem passar uma quinta-feira fria tomando seu chá de frutas vermelhas em algum café qualquer enquanto toca 5 a seco no fundo. O segredo dela é ter sempre amor para dar, é perdoar é se doar. Seu ombro é feito poesia e travesseiro feito para chorar, seu abraço é lar e afago aonde quer que você vá.


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