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Em uma dessas conversas

  • 8 de out. de 2017
  • 2 min de leitura


Em uma dessas conversas de bar entre uma cerveja e outra, bebendo pra esquecer, percebi o quanto estávamos todos sozinhos e assim como aquela musica do Cartola rindo para não chorar, precisando andar para se encontrar.


Em uma dessas nossas conversas de café , onde ninguém larga o celular pra se escutar e ninguém realmente esta ali, dessas pessoas que você não entende e nem quer entender, que já chegam desesperado pelo sinal do wi-fi e você logo sente com quilos de tédio entre uma palavra e outra


Dentro das nossas caminhadas na volta do almoço entre faixa e um farol, um comentário e outro a gente percebe que entre aprender com as experiencias ruins da vida ou insistir nos mesmos erros é uma escolha nossa e não cabe a ninguém. Que conselhos mesmo se fossem bons já teríamos um grande mercado lucrativos de pessoas bem sucedidas.


Nessas conversas de primeiro encontro, onde a gente senta ali preparados para ouvir as mentiras que te contam na tentativa de te causar alguma boa primeira impressão, onde a gente ri, fingindo que acredita até disfarça, sabendo que essa falta de transparência não leva a lugar nenhum.


Talvez esteja naquele silêncio constrangedor dentro do elevador entre duas pessoas que se conheciam, mas já não se conhecem mais, na mensagem visualizada e não respondida ou naquela nossa conversa com nós mesmos em frente ao espelho. Loucos, ansiosos, complexos.


Deixe-me ir, assim como Cartola, ir por ai procurar, ver o sol nascer e andar só. Sem hipocrisia, sem mentiras porque com certa idade a gente pode até não saber o que a gente quer da vida, mas ao menos já aprendemos aquilo que não queremos.



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