A dor e a alegria vem pra todo mundo.
- 24 de nov. de 2017
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Dia desses no corredor da faculdade encontrei uma velha amiga. Em meio á algumas conversas profundas contei para ela que hoje dentro do meu vestido verde eu me senti uma mulher, e não mais menina. Me senti mulher porque perdi as contas de quantas vezes encontrei dentro dos dias as desilusões que só um adulto pode lidar
Eu não gosto de me explicar e sempre preferi mil vezes ouvir do que falar. Com meus mais de 20 anos já experimentei o sabor amargo das desilusões.
Começou a chuviscar, ela colocou as mãos no bolso e me disse que na idade dela eu entenderia, que tudo é simples é a gente que complica.
Ela me disse para não me preocupar tanto com encontrar o amor, ou pensar demais no que vou fazer depois que terminar a faculdade e muito menos em tentar fazer justiça com as próprias mãos.
Ela me disse que o destino se encarrega de nos colocar onde devemos estar. Com olhos tristes e cansados ela quase que sussurrou . Curta o caminho, antes que ele te leve. E tá tudo bem um dia ou outro não olhar com tanto otimismo assim para o mundo.
No caminho de volta pra casa, passei por uma ponte que estava sendo construída. Percebi olhando pela janela do carro o quanto erguer pontes pode ser exaustivo. Mas sem o trabalho de todo dia como chegaríamos ao outro lado?
Senti que aquela menina de alguma maneira ainda estava ali debaixo do meu vestido verde, debaixo de alguma maturidade que adquiri com o tempo, aprendendo a lutar com os seus dragões internos de cada dia.
Eu confesso que ainda não entendi como pessoas ruins, ainda estão se dando bem por aí, enquanto pessoas de bom coração precisam lidar com pesos maiores que seus ombros. Tá tudo bem se tem uma coisa que essa tão da desilusão me ensinou é que a dor e a alegria vem pra todo mundo.

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