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A culpa é das taças.

  • 31 de dez. de 2017
  • 1 min de leitura


Conheci na Augusta, mesmo a vendo todas as noites sentada na fileira do meio, junto com as meninas que estudam demais e preferem não se aventurar no bar. Mas prefiro dizer que a conheci na Augusta. Porque foi lá mesmo onde trocas de olhares virou amizade.


Me levou na igreja. Na Augusta. Em dia de Paulista fechada, me trouxe mais um pouco para perto de Deus. Ela sempre me trouxe para perto de Deus, mesmo entre decepções amorosas e longas taças de vinho. Copos de cerveja, trabahos de faculdade sem fim. Entre altos e baixos emocionais e financeiros, estamos sempre juntas.


Ela diz que sou uma das melhores amigas delas. É uma das minhas também.


Por ela eu saio numa quarta-feira à tarde para lhe acordar e assistir Mean Girls. E todas as vezes que nos sentimos pequenas demais para suportar os obstáculos do mundo, um pastel ou um nhoque resolve rapidinho. Até hoje, nossa maior decepção é nunca conseguir ir no show do Maglore. E olha que a gente fica de olho sempre quando o lote abre.


Amanhã estaremos em 2018. Eu sei que vamos continuar aqui, juntas. Amanhã mais um ciclo vira e sei que entre covers de glee e MGMT, estaremos juntas. Que entre taças de vinho, planos para formatura e livros emprestados, vamos sempre estar aqui. Uma para a outra.


Valorize as amizades que vocês têm, valorizem as pessoas que estão do seu lado. A vida pode ser linda sem amores: mas sem nossa família e amigos, somos nada.





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