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Imensidão

  • 6 de jan. de 2018
  • 2 min de leitura


Olhei o mar, olhei o céu e te escrevi uma música. Enquanto enterro meus pés na areia, penso em tudo que já fiz, enquanto dirijo em direção ao horizonte e o por-do sol invade minha visão. Quando caí a noite você me diz que as estrelas estão ali, penduradas, brilhando para mim. É verdade — as coisas são difíceis demais para compreender, e eu cheguei aqui sozinha com todos meus danos e te encontrei na imensidão. Eu sempre escutei as pessoas dizerem que Deus castiga — e a vida me ensinou que isso não passa de uma mentira. Por que quando a música toca, eu sinto a profundeza desse amor, porque quando eu te encontrei por minha conta você tirou das minhas costas o mundo que eu tentava carregar. É o tipo de amor que a gente experimenta e não encontra nada igual. Eu fecho os olhos e agradeço, agradeço por que estamos só eu e você aqui por um momento. É a paz que eu sinto dentro de um abraço, é a leveza do simples dentro da complexidade do infinito. A gente cresce e percebe que são as pessoas que complicam, mas está tudo ali ao nosso redor, é como o mal do mundo que nos incomoda, é como ter prazer em viver, em sorrir e abrir o coração. Enquanto respiro fundo em mar aberto, quando o vento vem e me toca, quando meus olhos se encharcam e minha alma transborda. É como eu disse antes, não é religião, é muito mais profundo que isso, é muito mais simples. É relacionamento, tempo, energia, sacrifício, perdão, abrigo e mais do que tudo amor. Como diz uma canção, perto de você, o céu é mais azul.


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