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Somos o que (não) podemos ser.

  • 13 de mar. de 2018
  • 1 min de leitura



Teu Sol brilha bem mais que o dos outros. Seus cabelos, a forma como se preocupa e se coloca no lugar de quem você considera amigo. Entendo quando você fala que não compreende o que eu sempre digo sobre ti, eu sei como é se sentir em uma bolha no meio do mundo. Eu sei que as vezes os pés ficam suspensos no ar enquanto você tenta entender o que está acontecendo. Mas eu também sei que tem dias que seus pés estão tão fincados no chão que fica difícil caminhar.


As vezes a gente nem caminha mesmo. É o preço que o corpo paga quando nossa mente estagna, a coberta se torna mais atraente e o sono consegue confortar o vazio por algumas horas. Não vou falar novamente que você é uma pessoa incrível e que tudo vai passar porque eu sei que em todos esses anos essa frase virou um mantra.


Mas posso dizer que você é linda, que sua família é incrível e que você tem todo o apoio que quiser de seus amigos. Posso dizer que estou sempre aqui também e que talvez toda a dor saia, nem que seja por algumas horas, em um show do Maglore.


A vida nem sempre é fácil, somos escravos das nossas próprias angústias, das próprias metas impossíveis e da nossa cabeça cansada demais para pensar realmente em nós mesmos. Somos o que o mundo quer, e nem sempre o que o coração diz.


Mas estamos lutando. E é isso que importa.


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