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Ansiosos inconstantes

  • 8 de abr. de 2018
  • 2 min de leitura


Estou sentada no café de novo,gosto disso, sentar aqui, pensar em tudo e em nada. A fumaça do café subindo, o aroma circulando e a companhia de estranhos. O jazz tocando, eu passado, presente e futuro, sou só eu, como sempre tem sido. Ficaram meses sem ouvir sobre mim, e de alguma maneira estou melhor do que antes com meu pequeno e gelado coração. E caso não ainda não tenha percebido eu não gosto de jogar


A espera, para nós ansiosos inconstantes é a pior, a lua entrou em aries e eu tô puta da vida, quero gritar, mas tô sorrindo para disfarçar. Quanto mais a gente cresce, mais sozinho a gente se sente, e eu tenho crescido tanto. Quanto mais a gente sabe, mais a gente sofre, e eu tenho aprendido tanto.


Nas bibliotecas, bares, praças com suas histórias e memórias.

Contínuo humana com minhas falhas, procurando um rio para me banhar porque apesar de toda dor que me causa essa caminhada eu sei muito bem para onde estou indo.

E todos esses lugares que me trazem amores e amigos, passam e a gente se cansa de perder as pessoas, a gente se dá por vencido e as coisas perdem o sentido. Mas a paz sempre chega depois das minhas tempestades.


Tantas coisas para fazer com tanto pouco tempo e isso parece romântico no final da noite mas só estamos nos tornando velhos e imaturos. A gente tá enlouquecendo por medo de enlouquecer e uma parte da gente ainda quer lutar com toda dor, comprar um vinho barato e sangrar, mas a gente prefere esperar pela melhor garrafa e ir perdendo um dia de vez. Tendo relacionamentos requintados, com preguiça de tentar se explicar enfrentado as mil batalhas em cada parte de nós.



 
 
 

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